Divagassons I Me Mine Mundo

Rovinj

Ah, a Croácia, finalmente fomos até lá. Me apaixonei logo ao desembarcarmos no aeroporto de Pula e, em seguida, pela paz que a estrada até Rovinj transmitia. Era agosto e sol quente aquecia a alma. Chegamos e logo descemos para o centro, para explorar. As ruas de pedra, as casas floridas. Um sonho.

A península da Ístria, no noroeste da Croácia, é um mosaico de colinas verdejantes, vinhedos e vilarejos medievais banhados pelo Mar Adriático. A 65 km de Trieste e a 105 km de Veneza, Rovinj tem uma forte herança cultural de séculos sob domínio veneziano, austríaco e italiano. A cidade encanta com ruas de paralelepípedos, casinhas coloridas empilhadas como em um anfiteatro e o campanário da Igreja de Santa Eufêmia dominando o horizonte, evocando a proximidade com a Itália.

O ar perfumado por trufas, vinhos e frutos do mar frescos mistura-se ao som das ondas, criando uma sensação de sonho realizado, onde cada esquina parece um quadro vivo de Veneza transplantado para a Croácia bilíngue. É um lugar bem fora do óbvio que desacelera o tempo, perfeito para quem quer experiências mais autênticas. E se você fala italiano, não se preocupe com a comunicação.

Cinco dias de paz, sol e encantamento. Fomos à praia na terça, um mar profundamente azul, um sol pra cada um. Praias diferentes das nossas, praticamente sem areia, você se deita nas rochas. Mais tarde exploramos o centro histórico da cidade e cada pedacinho era encantador.

Então, na quarta, veio a chamada. Minha mãe não estava bem; estava internada, mas falaram que eu não precisava voltar. Choveu o dia todo e ficamos em casa, Lennart trabalhando. Eu trabalhei um pouquinho e depois fiquei ali brincando. As notícias não eram das melhores.

A chuva parou e saímos para jantar. Na volta, meio que nos perdemos e a chuva recomeçou. Forte. Tirei os sapatos; nosso guarda-chuva não estava dando conta. Mas eu não me importei, a chuva me trouxe uma sensação de liberdade, de libertação. Finalmente conseguimos encontrar o caminho e chegamos em casa. Mais uma chamada e ela se foi. Era 20 de janeiro.

Foi difícil conseguir mudar o voo para a quinta, então compramos uma passagem de volta. Via Belgrado e Istanbul. Uma saga.

Ah, a Croácia, tão sonhada e, de repente, acabou. Quero voltar, preciso voltar. Preciso terminar esse sonho de uma maneira melhor.

Eu na praia em Rovinj, Croácia

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