L foi a Santiago e, em vez de vir pra cá, resolveu que eu o encontraria em Buenos Aires. Quando fiz as contas, fazia 20 anos que não ia até lá. O tempo passa, mas a cidade continua linda, cosmopolita e meio caótica.
A ideia era passar 3 dias relaxando, sem compromisso, sem estresse. A primeira vez que eu viajava com a possibilidade de me desligar completamente do que estava rolando por aqui. E foi o que fiz.
Primeiro dia, já meio tarde, foi dia de matar as saudades; mais tarde uma caminhada para encontrar um lugar para comer. Nosso hotel ficava em Palermo Hollywood, onde achávamos que a diversão seria contínua, pela fama que tem. Mas a verdade é que antes de quinta-feira não rola muita coisa por ali.
Dia seguinte, ficamos um pouco mais na cama e decidimos que iríamos ao Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, o Malba; e depois ao Teatro Colón. O Malba é legal, mas confesso que esperava um pouco (muito) mais. Ah, e nem sinal do Abaporu. Um café no local e seguimos para o… Jardim Japonês, “deixa o Colón pra próxima, pode ser?”. Lindo, lotado e fazia muito, muito calor. Almoçamos por lá mesmo e ao sair, atravessamos a Casares e fomos relaxar na Plaza Alemania. Um momento único de paz debaixo das árvores, com os raios de sol tentando passar pela folhagem.
Voltamos e tivemos mais um momento idílico só nosso. Mais tarde saímos para jantar, “não quero carne”, disse L e acabamos encarando uma parrilla de primeira.
No dia seguinte, arrumamos as malas e mudamos de hotel, fomos para a Corrientes, bem no centro da bagunça. Trânsito caótico. L ia embora à noite e eu só no dia seguinte. Então começou a chover. L trabalhou uma parte da tarde e eu fui passear pela Florida. Depois… deixa pra lá… então ele foi embora. Dei mais uma andada por ali, passei em um supermercado, jantei.
Foram dias calmos e, ao mesmo tempo, intensos, e intensidade era tudo o que precisávamos.



